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Frete para Redes Varejistas e Distribuidoras: Como Controlar Custos em Operações de Alta Frequência

Frete para Redes Varejistas e Distribuidoras: Como Controlar Custos em Operações de Alta Frequência

Frete para Redes Varejistas e Distribuidoras: Como Controlar Custos em Operações de Alta Frequência

Redes varejistas e distribuidoras enfrentam um dos maiores desafios logísticos do Brasil: transportar, com frequência diária ou semanal, um mix enorme de produtos para pontos de venda espalhados por todo o território nacional. Nesse cenário, o frete não é apenas uma despesa — é um fator competitivo estratégico.

Quem controla bem o custo de transporte consegue oferecer preços menores nas gôndolas, aumentar a margem ou expandir a cobertura geográfica. Quem não controla, perde para concorrentes mais eficientes.

Neste artigo, explicamos como as maiores redes varejistas e distribuidoras do Brasil estruturam sua gestão de frete, quais indicadores monitoram e como ferramentas como o simulador da Carga Lotação ajudam a profissionalizar esse processo.


O Perfil Logístico do Varejo e das Distribuidoras

O setor varejista tem características logísticas únicas que elevam a complexidade — e o custo — do transporte:

  • Alto mix de SKUs: uma única loja pode receber centenas de produtos diferentes em um único caminhão
  • Alta frequência de entrega: supermercados e farmácias recebem reposição diária ou com poucos dias de intervalo
  • Pulverização de destinos: os pontos de venda estão espalhados por cidades de diferentes portes
  • Janelas de entrega rígidas: muitos PDVs exigem entrega em horários específicos, com custo de não-conformidade

Tudo isso se traduz em um perfil de frete com muitos embarques de tamanho médio e pequeno, geralmente mais caros por tonelada do que grandes cargas consolidadas.


Por que o Custo de Frete é Mais Alto no Varejo do que na Indústria?

Fracionamento de Cargas

O maior driver de custo logístico no varejo é o fracionamento: em vez de uma carreta de 25 toneladas indo para um único destino, o varejista precisa de dezenas de entregas menores, cada uma com custo fixo de manuseio, documentação e quilometragem de desvio.

O frete fracionado (LTL – Less than Truckload) custa, em média, 2 a 4 vezes mais por tonelada do que o frete cheio (FTL – Full Truckload). Para distribuidoras que operam com LTL, otimizar o roteiro e consolidar cargas é a principal alavanca de redução de custo.

Custo de Last Mile

A última milha — o trecho final da entrega até o ponto de venda — é o segmento mais caro da cadeia logística. Em cidades grandes, o last mile pode representar 30% a 50% do custo total de transporte, mesmo sendo apenas uma fração da distância percorrida.

Veículos menores, restrições de circulação, congestionamentos e a necessidade de múltiplas tentativas de entrega amplificam esse custo.

Ad Valorem e GRIS em Mix Diversificado

No varejo, o mix de produtos inclui itens de valores muito diferentes — uma caixa de biscoitos versus uma caixa de smartphones. Como o GRIS e o ad valorem são calculados sobre o valor declarado da mercadoria, é fundamental separar o cálculo do frete por tipo de produto ou, no mínimo, por faixa de valor.

Um erro comum é aplicar uma alíquota média de ad valorem para toda a carga, subestimando o custo para produtos de alto valor e superestimando para os de baixo valor.


Estratégias de Redução de Custos de Frete para Varejistas e Distribuidoras

1. Consolidação de Cargas por Região

A estratégia mais eficaz para reduzir o custo por tonelada no varejo é a consolidação: agregar pedidos para diferentes PDVs de uma mesma região em um único veículo, criando rotas de milk run.

Um estudo de caso típico: uma distribuidora de São Paulo que fazia 80 entregas separadas para o interior de São Paulo passou a consolidar os pedidos em 20 rotas diárias. Resultado: redução de 35% no custo total de frete, sem redução no SLA de entrega.

2. Janela de Entrega Flexível

PDVs que aceitam entregas em janelas mais amplas (ex.: qualquer horário entre 7h e 18h) permitem que a transportadora otimize o roteiro, reduzindo o custo de urgência e horas extras. Negociar janelas flexíveis com pontos de venda pode reduzir o custo de last mile em 10% a 20%.

3. Contratos por Volume com Transportadoras

Redes varejistas com volume previsível têm poder de negociação para contratos anuais com transportadoras, em vez de cotação spot. Contratos de volume garantem tarifas menores, prioridade de veículo em períodos de pico (Black Friday, Natal) e SLAs mais rigorosos.

Para negociar bem esses contratos, é essencial ter um benchmark de mercado — e é exatamente isso que o simulador da Carga Lotação fornece.

4. Revisão Periódica de Zonas de Frete

As transportadoras definem "zonas" para cálculo de frete que nem sempre refletem a realidade geográfica das entregas. Uma revisão anual dessas tabelas, comparando com o simulador, frequentemente revela que determinados CEPs foram classificados em zonas mais caras do que o necessário.

5. Tracking e Auditoria de Faturas

Distribuidoras com alto volume de faturas mensais precisam de um processo de auditoria sistemática. Com o simulador da Carga Lotação, é possível recalcular o custo esperado de qualquer entrega e comparar com o que foi cobrado, identificando:

  • Peso declarado maior do que o real
  • Pedágios cobrados por rotas alternativas não utilizadas
  • Ad valorem calculado sobre valor incorreto
  • Zona de entrega equivocada

Indicadores Essenciais para Varejo e Distribuidoras

KPI Referência de Mercado
Custo de frete / faturamento líquido 3% a 8% (varia pelo setor)
Custo de last mile / custo total de frete Máximo 40%
% de entregas no prazo (OTIF) Acima de 95%
Custo por entrega (fracionado) Monitorar por rota e tipo de veículo
% de faturas com divergência Abaixo de 2%
Taxa de retorno / tentativas frustradas Abaixo de 3%

Como Usar o Simulador da Carga Lotação em Operações de Varejo

Para redes varejistas e distribuidoras, o simulador da Carga Lotação pode ser utilizado de três formas principais:

1. Precificação de Novos Territórios Antes de expandir para uma nova praça, calcule o custo de atendimento logístico. Isso permite definir o preço mínimo de venda que garante viabilidade da operação.

2. Benchmark de Cotações Ao receber propostas de diferentes transportadoras, use o simulador para verificar se os valores propostos são compatíveis com o mercado. Isso elimina negociações baseadas em achismo.

3. Análise de Rentabilidade por Canal Produtos vendidos via e-commerce têm custo de frete unitário muito maior do que os vendidos em lojas físicas com entrega consolidada. O simulador ajuda a calcular a margem real de cada canal considerando o custo logístico.


O Varejo do Futuro é Logisticamente Inteligente

A competitividade no varejo brasileiro dos próximos anos será determinada, em grande parte, pela eficiência logística. Varejistas que investem em gestão precisa de frete — com dados, ferramentas e processos — constroem uma vantagem competitiva sustentável que vai muito além do preço de prateleira.

A Carga Lotação é o ponto de partida para essa transformação. Simule suas rotas, valide suas cotações e tome decisões logísticas com a precisão que sua operação merece.

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